Banda:
| Moby Grape |
| Historic Live Moby Grape Performances 1966-1969 [Compilation] |
Gênero: Blues Rock, Folk Rock, Psychedelic Rock
Faixas:
| Nº | Nome | Compositor(es) | Tempo |
| 1 | Ain't No Use [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] | Miller, Stevenson | 1:33 |
| 2 | Rounder [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] | Spence | 2:00 |
| 3 | Looper [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] | Lewis | 2:24 |
| 4 | Bitter Wind [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] | Mosley | 1:47 |
| 5 | Changes [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] | Miller, Stevenson | 4:36 |
| 6 | Indifference [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] | Spence | 2:47 |
| 7 | Someday [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] | Miller, Spence, Stevenson | 3:21 |
| 8 | Introduction [Monterey International Pop Festival, 1967] | — | 1:18 |
| 9 | Indifference [Monterey International Pop Festival, 1967] | Spence | 3:16 |
| 10 | Mr. Blues [Monterey International Pop Festival, 1967] | Mosley | 1:52 |
| 11 | Sitting by the Window [Monterey International Pop Festival, 1967] | Lewis | 2:55 |
| 12 | Omaha [Monterey International Pop Festival, 1967] | Spence | 2:53 |
| 13 | Sweet Little Angel [San Francisco, 1967] | King, Taub | 4:50 |
| 14 | Murder in My Heart for the Judge [RAI, Amsterdam, Netherlands, 1969] | Miller, Stevenson | 4:51 |
| 15 | I Am Not Willing [RAI, Amsterdam, Netherlands, 1969] | Lewis | 5:31 |
| 16 | Trucking Man [RAI, Amsterdam, Netherlands, 1969] | Mosley | 2:05 |
| 17 | Fall on You [RAI, Amsterdam, Netherlands, 1969] | Lewis | 2:13 |
| 18 | Omaha [RAI, Amsterdam, Netherlands, 1969] | Spence | 6:04 |
| 19 | Dark Magic [Avalon Ballroom, San Francisco, 1966] | Spence | 17:27 |
| Nome | Instrumento(s) |
| Jerry Miller | Guitar, Vocals |
| Peter Lewis | Guitar, Vocals |
| Alexander "Skip" Spence | Guitar, Vocals |
| Bob Mosley | Bass, Vocals |
| Don Stevenson | Drums, Vocals |
Senha (password): melofilia
Biografia:
A biografia da banda já foi postada aqui, juntamente com o primeiro álbum da sua discografia, homônimo, de 1967. |
Resenha:
A Moby Grape produziu vários bons álbuns no seu dia a dia, mas somente um inigualavelmente ótimo (o seu clássico disco de estréia, de 1967), e ter conseguido o seu feito mágico numa gravação de estúdio parecia ser um caso complicado. Mas o grupo aparentemente teve melhor sorte com sua musa no palco, a julgar pelas evidências contidas neste disco. Apresentando material de cinco concertos, abrangendo um período que antecede o primeiro álbum e termina pouco antes da gravação de “Truly Fine Citizen” (o álbum que precedeu à sua primeira ruptura), Moby Grape Live: Historic Live Moby Grape Performances capta a energia e o espírito da banda e as músicas que o grupo lançou durante o seu apogeu. A coleção começa com sete canções, registradas num show de 1967 no Avalon Ballroom, em São Francisco, e se as performances não conseguem a precisão que a banda alcançou em estúdio, a interação entre os guitarristas Peter Lewis, Jerry Miller e Skip Spence é emocionante e repleta de imaginação, enquanto as harmonias dos cinco integrantes são incríveis e caracterizam, de maneira impressionante, o poder de fogo da banda. Em seguida, vem o primeiro lançamento autorizado da curta apresentação da banda no Monterey International Pop Festival, de 1967, e embora pudesse ter sido aconselhado a começar com algo mais excitante do que “Indifference” e “Mr. Blues”, o grupo está em boa forma e bota pra quebrar com “Omaha”. Depois de um tour de force bluseiro em “Sweet Little Angel”, de 1967, que deixa bastante espaço para solos de guitarra, o álbum pula para 1969, com uma sessão de cinco músicas gravadas para a RAI Radio durante uma parada de uma turnê na Holanda. A esta altura, Spence estava fora da Moby Grape, mas se há um pouco menos de eletricidade na banda, a paixão ainda está lá, as harmonias são perfeitas, “Trucking Man” é um rock furioso, e a versão estendida de “Omaha” mostra que o grupo ainda tinha alguns novos truques para o seu repertório clássico. E, finalmente, uma fita de 1966, gravada no Avalon Ballroom, desenterra a até então não registrada “Dark Magic”, um exercício épico de guitarra, que dura mais de 17 minutos nessa versão. Dado que a concisão foi uma das grandes virtudes da Moby Grape, um quarto de hora de uma guitarra alucinada não parece condizente com o seu desempenho, mas se “Dark Magic” é um pouco sinuosa, a integração entre os músicos resulta pouco menos do que surpreendente, e eles mostram fôlego suficiente para adorná-la com volteios de modo a torná-la excitante. Embora o trabalho da Moby Grape em estúdio possa oferecer uma imagem mais clara da força de suas canções, “Historic Live Moby Grape” realiza o excelente trabalho de revelar o que a tornou uma grande banda, e as melhores faixas aqui devem levar qualquer fã sério do rock do final dos anos 60 a reafirmar o status da Moby Grape como uma das bandas mais importantes do seu tempo (Mark Demming, site AllMusic; tradução livre do inglês). |