quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Uma discografia desapressada: Moby Grape - Historic Live Moby Grape Performances 1966-1969 [Compilation]

Cover
Banda:
Moby Grape
Disco:
Historic Live Moby Grape Performances 1966-1969 [Compilation]
Ano: 2010
Gênero: Blues Rock, Folk Rock, Psychedelic Rock
Faixas:

Nome Compositor(es) Tempo
1 Ain't No Use [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] Miller, Stevenson 1:33
2 Rounder [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] Spence 2:00
3 Looper [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] Lewis 2:24
4 Bitter Wind [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] Mosley 1:47
5 Changes [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] Miller, Stevenson 4:36
6 Indifference [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] Spence 2:47
7 Someday [Avalon Ballroom, San Francisco, 1967] Miller, Spence, Stevenson 3:21
8 Introduction [Monterey International Pop Festival, 1967] 1:18
9 Indifference [Monterey International Pop Festival, 1967] Spence 3:16
10 Mr. Blues [Monterey International Pop Festival, 1967] Mosley 1:52
11 Sitting by the Window [Monterey International Pop Festival, 1967] Lewis 2:55
12 Omaha [Monterey International Pop Festival, 1967] Spence 2:53
13 Sweet Little Angel [San Francisco, 1967] King, Taub 4:50
14 Murder in My Heart for the Judge [RAI, Amsterdam, Netherlands, 1969] Miller, Stevenson 4:51
15 I Am Not Willing [RAI, Amsterdam, Netherlands, 1969] Lewis 5:31
16 Trucking Man [RAI, Amsterdam, Netherlands, 1969] Mosley 2:05
17 Fall on You [RAI, Amsterdam, Netherlands, 1969] Lewis 2:13
18 Omaha [RAI, Amsterdam, Netherlands, 1969] Spence 6:04
19 Dark Magic [Avalon Ballroom, San Francisco, 1966] Spence 17:27
Créditos:
Nome Instrumento(s)
Jerry Miller Guitar, Vocals
Peter Lewis Guitar, Vocals
Alexander "Skip" Spence Guitar, Vocals
Bob Mosley Bass, Vocals
Don Stevenson Drums, Vocals
Postagem
Senha (password): melofilia
 
Biografia:
16
A biografia da banda já foi postada aqui, juntamente com o primeiro álbum da sua discografia, homônimo, de 1967.

Resenha:
A Moby Grape produziu vários bons álbuns no seu dia a dia, mas somente um inigualavelmente ótimo (o seu clássico disco de estréia, de 1967), e ter conseguido o seu feito mágico numa gravação de estúdio parecia ser um caso complicado. Mas o grupo aparentemente teve melhor sorte com sua musa no palco, a julgar pelas evidências contidas neste disco. Apresentando material de cinco concertos, abrangendo um período que antecede o primeiro álbum e termina pouco antes da gravação de “Truly Fine Citizen” (o álbum que precedeu à sua primeira ruptura), Moby Grape Live: Historic Live Moby Grape Performances capta a energia e o espírito da banda e as músicas que o grupo lançou durante o seu apogeu. A coleção começa com sete canções, registradas num show de 1967 no Avalon Ballroom, em São Francisco, e se as performances não conseguem a precisão que a banda alcançou em estúdio, a interação entre os guitarristas Peter Lewis, Jerry Miller e Skip Spence é emocionante e repleta de imaginação, enquanto as harmonias dos cinco integrantes são incríveis e caracterizam, de maneira impressionante, o poder de fogo da banda. Em seguida, vem o primeiro lançamento autorizado da curta apresentação da banda no Monterey International Pop Festival, de 1967, e embora pudesse ter sido aconselhado a começar com algo mais excitante do que “Indifference” e “Mr. Blues”, o grupo está em boa forma e bota pra quebrar com “Omaha”. Depois de um tour de force bluseiro em “Sweet Little Angel”, de 1967, que deixa bastante espaço para solos de guitarra, o álbum pula para 1969, com uma sessão de cinco músicas gravadas para a RAI Radio durante uma parada de uma turnê na Holanda. A esta altura, Spence estava fora da Moby Grape, mas se há um pouco menos de eletricidade na banda, a paixão ainda está lá, as harmonias são perfeitas, “Trucking Man” é um rock furioso, e a versão estendida de “Omaha” mostra que o grupo ainda tinha alguns novos truques para o seu repertório clássico. E, finalmente, uma fita de 1966, gravada no Avalon Ballroom, desenterra a até então não registrada “Dark Magic”, um exercício épico de guitarra, que dura mais de 17 minutos nessa versão. Dado que a concisão foi uma das grandes virtudes da Moby Grape, um quarto de hora de uma guitarra alucinada não parece condizente com o seu desempenho, mas se “Dark Magic” é um pouco sinuosa, a integração entre os músicos resulta pouco menos do que surpreendente, e eles mostram fôlego suficiente para adorná-la com volteios de modo a torná-la excitante. Embora o trabalho da Moby Grape em estúdio possa oferecer uma imagem mais clara da força de suas canções, “Historic Live Moby Grape” realiza o excelente trabalho de revelar o que a tornou uma grande banda, e as melhores faixas aqui devem levar qualquer fã sério do rock do final dos anos 60 a reafirmar o status da Moby Grape como uma das bandas mais importantes do seu tempo (Mark Demming, site AllMusic; tradução livre do inglês).