Cantor: The Reverend
Disco: I Have A Dream
Ano: 2007
Gênero: Blues, Blues Rock
Faixas:
1. Story Of My Life (3:35)
2. I Have A Dream (3:31)
3. Bad Time Blues (3:18)
4. Boogie To Paradise (2:50)
5. Sad Days (3:51)
6. Libero (4:18)
7. Runnin' Man (4:28)
8. Paris a le Blues (4:49)
9. Don't Be Messin' (3:29)
10. Sweet Dad (5:02)
11. Still Alive And Blue (3:01)
12. Song For G (0:58)
Créditos:
Lionel Raynal (The Reverend): Guitar, Vocals
Michael Ravassat: Guitar
Anthony Delanoy: Bass
Aurelie Simenel: Drums
Cédric Christophe: Keyboards
Little Bob: Guitar ("Libero")
Beverly Jo Scott: Vocals ("Paris a le Blues")
Paul Personne: Guitar ("Libero", "Paris a le Blues"), Slide Guitar ("Libero", Paris a le Blues")
Mickey Blow: Harmonica ("Bad Time Blues", "Boogie To Paradise")
O texto que segue, uma resenha do disco, foi extraído do site Bluescat Records, com tradução livre do inglês.
Meus caros irmãos bluseiros, estamos aqui juntos para descobrir o novo sermão que o nosso pai, The Reverend, intitulou "I Have A Dream".
Espiritual filho do reverendo Gary Davis, de onde vem o seu pseudônimo, Lionel Raynal, que caiu no herético caldeirão roqueiro entre Belleville e Pigalle, foi tocado pela graça do blues em 1969, quando ouviu Cactus, então santificada pelo seu encontro com Buddy Guy. Desde então, The Reverend caminha, com seu bastão de peregrino, no chão do blues rock com os seus últimos e antigos amigos, que são Paul Personne e Little Bob, e cruzando, pelo seu trajeto, com alguns messias do blues, como Screamin' Jay Hawkins, Buddy Guy, Ashton Gwyn, Chubby Popa, Johnny Winter e Lucky Peterson.
Embora rodeado dos seus fiéis apóstolos Bernard NATIER (produção), Mathieu BAMEUL (gravação de som), Michael RAVASSAT (guitarra acústica, guitarra slide e direção musical), Anthony DELANOY (baixo), Aurelie SIMENEL (bateria) e Cédric CHRISTOPHE (teclados), este álbum "I have a Dream" não é, desta vez, da "Reverend Blues Gang", mas 100% solo.
Tornou-se bom porque essa travessia do deserto do Sinai, diante de si mesmo, revela de imediato e mais do que nunca a personalidade ardente do Reverendo.
Um anjo negro que, através de suas canções, luta contra o ódio e a intolerância e uiva para denunciar a precariedade e a miséria nas cidades: "Essas pragas substituem as correntes dos escravos do Mississippi e vão mais além. A falta de futuro e de projetos, e a falta de dinheiro para realizá-los, acabou sendo o campo de algodão de milhões de pessoas em todo o mundo".
Tudo em "I Have a Dream" é perfeito: os arranjos, forjados num blues elétrico em chamas misturado com a sonoridade do southern rock, a serviço de textos sempre inspirados, que podem ser militantes ("I Have A Dream", "Don't Be Messin"), autobiográficos ("Sweet Dad"), furiosamente libertários ("Running Man") ou profundamente comoventes ("Paris a le Blues", "Song For G", "Bad Time Blues").
Adicione alguns grandes convidados para esta perfeita realização: Little Bob na guitarra em "Libero", Beverly Jo Scott cantando em dueto em "Paris a le Blues", Paul Personne na guitarra solo e na guitarra slide em "Libero" e "Paris a le Blues" e Mickey Blow na harmônica em "Bad Time Blues" e "Boogie To Paradise", e você obterá a hóstia para a missa do próximo domingo. O corpo e a alma do pregador. Amém.



