terça-feira, 15 de abril de 2014

Wry - Flames in the head

Front
Banda: Wry
Disco: Flames in the head
Ano: 2005
Gênero: Indie Rock, Rock Brasileiro
Faixas:
1. In the hell of my head (3:51)

2. Come and fall (3:53)
3. Don't you ever call on my name again (3:50)
4. Airport girl (4:24)
5. Cancer (4:05)
6. Pictures of you (3:16)
7. Powerless (2:46)
8. Bad Bad Bad (2:46)
9. Softly slow (3:45)
10. Sabrina (3:22)
Músicas de autoria de Mario Bross, Lou Marcello, Chokito e Renato Bizar.
Créditos:
Mario Bross: Guitar, Lead Vocal, Keys (faixa 5)
Lou Marcello: Lead Guitar, Backing Vocals
Chokito: Bass Guitar, Keys (faixas 8, 9)
Renato Bizar: Drums, Backing Vocals
Tim Wheeler: Backing Vocals (faixas 1-3)
Gordon Raphael: Synthetizer (faixas 4, 7)
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Biografia:
Uma reportagem de Adreana Oliveira, publicada no Correio de Uberlândia sob o título "Wry volta (re)apaixonado pelo Brasil" e reproduzida no blog da Wry em 17 de setembro de 2009, serve para mostrar um pouco da história da banda:
"Ao falar em Wry irremediavelmente me vem à cabeça o refrão de 'In the hell of my head', do CD 'Flames in the head' (Monstro Discos, 2006). Três anos depois de ouvi-lo pela primeira vez pelo menos outras quatro músicas ainda estão frescas graças à qualidade e sonoridade indie pop desse disco. A 'preocupação' estava em pensar: o que vem depois?
"O Wry mudou. Depois de sete anos na Inglaterra, eles retornam à cidade natal, Sorocaba (SP). Após um compacto e um EP lançados em 2007, eles surpreendem em 'She Science' (Monstro Discos, R$ 20), que chega para mostrar o amadurecimento contínuo do grupo que surgiu em meados dos anos 90. 'Tínhamos nosso próprio estúdio em Londres e por isso demoramos mais de 12 meses para fazer esse disco', disse o vocalista Mario Bross.

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"A gestação desse disco passou por quatro estações, terminando no feroz inverno londrino do início deste ano e as músicas refletem um momento de transição. 'Já tínhamos plano de voltar ao Brasil e as letras em português e inglês surgiram neste processo, tivemos tempo para experimentar cantar na nossa língua, e "She Science" é só o começo de uma nova fase', afirmou Bross.
"A diferença para os outros discos do Wry não está apenas nas letras em português que dividem espaço com as letras em inglês. A sonoridade indie pop ganhou um pouco mais de complexidade em suas melodias, arranjos e timming. 'She Science' é um disco para ser digerido aos poucos. 'Enquanto compunha, ouvi Sigur Ròs, Legião Urbana, Chico Buarque', disse o vocalista. Mario se (re)apaixonou pela língua portuguesa. 'Precisei de sete anos morando fora para redescobrir a beleza desta língua', afirmou. Entre uma música e outra, ele se distraía com literatura, brasileira: 'Helena', de Machado de Assis, e 'Capitães de Areia', de Jorge Amado, estavam entre os livros de cabeceira do nostálgico Mario Bross.

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"Enquanto o Wry residia em solo da rainha Elizabeth II, seus integrantes Mario Bross, Andre Zanini, Chokito Costa e Luciano Marcello não perderam o contato com o Brasil. Além de voltarem para shows, a internet facilitava o contato diário com tudo que se passava por aqui. Quando voltaram, depararam-se com uma crise econômica, Influenza A H1N1 e lei antifumo, que, de certa forma, afetaram em cheio a indústria do entretenimento. 'Voltei no fim de fevereiro e percebi que estava mais difícil agendar shows', disse o vocalista Mario Bross.
"Entre uma conversa e outra, ele descobriu que o movimento nas casas de show tinha caído em média 10% no período e o Wry tem se adaptado, assim como outros artistas, do meio independente ou do mainstream, a este momento. Aos poucos, o cenário tem melhorado. 'Já temos shows marcados até outubro', afirmou o vocalista. Ele antecipou que está nos planos do grupo abrir um bar em Sorocaba, que já tem até nome: Asteróides. 'Estou muito feliz por estar de volta e não consigo esconder essa felicidade quando ando pelas ruas da minha cidade', disse o músico.
"É preciso liberdade para a música fluir.

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"Tim Wheeler, vocalista da banda irlandesa Ash, ouviu, entendeu e gostou do que o Wry cantava em inglês. Por isso, produziu algumas músicas do disco 'Flames in the head'. Mas hoje, apenas este reconhecimento não é o suficiente para os meninos de Sorocaba. O vocalista Mario Bross durante muito tempo justificou o fato de cantar em inglês como uma maneira de ser entendido por mais pessoas, pelo mundo. 'Hoje pode até ser que eu esteja me contradizendo. Quando voltava para shows no Brasil sentia falta de, ao final de uma música, ter mais gente que entendesse a mensagem que eu queria passar', afirmou.
"Para ele, o resultado final de uma música nunca é pensado, as melhores canções simplesmente surgem. 'Regresso', que não está no novo disco 'She Science', mas está disponível no myspace, surgiu em uma tarde em que 'de repente cantei em português', disse Bross. As músicas não se prendem a rimas e não é uma jogada de marketing pelo retorno ao Brasil. 'Tenho um orgulho danado de ser brasileiro e é quando a música dialoga com você que a coisa flui', afirmou. A arte não tem barreiras. 'Luzes (Godspeed)', 'Dois corações e o sol', 'Answers' e 'Disorder' estão entre as canções que transmitem o recado do Wry independentemente de você já ter cruzado oceanos ou não. (...)."

Joe Bonamassa And Beth Hart

Cover
Músicos: Joe Bonamassa And Beth Hart
Disco: Seesaw
Ano: 2013
Gênero: Blues, Blues Rock, Classic Rock
Faixas:
1. Them There Eyes (Maceo Pinkard, Doris Tauber, William Tracey) 2:31
2. Close To My Fire (Stephanie Popp, Peter Hoppe) 5:12
3. Nutbush City Limits (Tina Turner) 3:34
4. I Love You More Than You'll Ever Know (Al Kooper) 7:02
5. Can't Let Go (Randy Weeks) 4:00

6. Miss Lady (Buddy Miles) 4:54
7. If I Tell You I Love You (Melody Gardot) 3:36
8. Rhymes (Al Green, Mabon Hodges) 5:03
9. A Sunday Kind Of Love (Barbara Belle, Anita Nye, Louis Prima, Stanley Rhodes) 3:54
10. See Saw (Don Covay, Steve Cropper) 3:25
11. Strange Fruit (Lewis Allen) 5:47
Créditos:
Beth Hart: Vocals
Joe Bonamassa: Guitar, Vocals
Anton Fig: Drums, Percussion
Carmine Rojas: Bass
Blondie Chaplin: Rhythm Guitar, Backing Vocals, Percussion
Arlan Schierbaum: Organ, Piano
Lee Thornburg: Trumpets, Trombones
Ron Dziubla: Saxes
Lenny Castro: Percussion ("I Love You More Than You'll Ever Know")
Michael Rhodes: Bass ("I Love You More Than You'll Ever Know")
Doug Henthorn: Backing Vocals ("Can't Let Go")
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Biografias:

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A biografia de Joe Bonamassa já foi postada aqui, juntamente com o disco "A New Day Yesterday [Bonus Track]", de 2004, e a de Beth Hart também já foi postada aqui, acompanhada do disco "Beth Hart & The Ocean Of Souls", de 1993.

domingo, 13 de abril de 2014

Caterpillar - Macdorium Chlorium Chloe

Cover
Banda: Caterpillar
Disco: Macdorium Chlorium Chloe
Ano: 1996
Gênero:
Faixas:
1. hey spaceboots (1:13)
2. bettyannandvinny (3:20)
3. :confirmation lsd: (2:28)
4. [mealy mouth tree monger] (1:51)
5. trephinator (3:44)
6. The Great Evolvo (3:22)
7. clearcoat (2:04)
8. [Jackie] (0:37)
9. cod and crumpets, (1:40)
10. -Peas And Things- (4:29)
11. s e d (2:06)
12. | Capitols | (2:58)
13. i'm ok, you're ok (2:57)

14. 3 red lights on the xerox machine. (3:47)
Músicas de autoria da banda.
Créditos:
Mike Lenert: Guitar, Vocals
Dennis Davis: Guitar, Backing Vocals
Brenda DeFeo: Bass
Jack McInerney: Drums
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Biografia:

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A biografia da banda já foi postada aqui, juntamente com o disco "A Thousand Million Micronauts", de 1994.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Cotton Mather - Tlhe Crafty Flower Arranger

Cover
Banda: Cotton Mather
Disco: Tlhe Crafty Flower Arranger
Ano: 1992
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock, Powerpop
Faixas:
1. Asterisk Man (2:54)
2. Ship Shape (2:50)
3. Spellbound (2:20)
4. April's Fool (3:07)

5. Cross The Rubicon (3:42)
6. Lost My Motto (3:50)
7. Listen To The Angel (4:22)
8. I'm In Debt (3:32)
Músicas de autoria de Robert Harrison.
Créditos:
Robert Harrison: Vocals, Guitar
Matt Hovis: Bass
Kevin Whitley: Drums, Backup Vocals ("Spellbound")
Owen McMahon: Bass ("Ship Shape")
Nat Shelton: Cello
Susan Otten: Backup Vocals
Tim McMillian: Drums ("Ship Shape")
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Biografia:
Fundindo, brilhantemente, Beatles, Squeeze e Guided By Voices e influenciada por outros artistas menos óbvios, a Cotton Mather é daqueles raros grupos de powerpop que transcendem suas inspirações para criar música própria, original e poderosa. Formada em Austin, em 1991, a primitiva Cotton Mather (chamada assim em homenagem ao famoso autor e pregador puritano estado-unidense) compunha-se de Robert Harrison, vocalista e guitarrista (sua figura de proa), Whit Williams, guitarrista, Matt Hovis, baixista, e Greg Thibeaux, baterista e dublê de guitarrista.

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Essa formação gravou uma demo, "Crafty Flower Arranger", em 1992 (nota minha: ao que consta, somente Harrison e Hovis gravaram o disco), que nunca foi lançada oficialmente, mas foi amplamente pirateada na esteira do sucesso posterior do grupo. Algumas faixas ali registradas restaram posteriormente regravadas, em versões muito superiores às originais, no disco de estréia da banda, "Cotton Is King", de 1994. A influência da Squeeze é particularmente forte nesse álbum; Harrison, estranhamente, soa como Glenn Tilbrook em várias músicas.

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Hovis e Thibeaux saíram após "Cotton Is King". Williams passou para o baixo e Dana Mizer chegou para ocupar-se dos tambores. O trio gravou seu segundo álbum, "Kontiki", de 1998, na garagem de Harrison, com equipamento emprestado, entregando depois as fitas ao produtor Brad Jones para remixá-las e acrescentar instrumentos. O disco resultante, uma colagem de clichês e refrões pop, foi recebido entusiasticamente pela vanguarda cultural americana, porém sua limitada distribuição acabou por encalhá-lo. Some-se o fato de que Mizer deixou o grupo antes do álbum ser lançado (embora ele apareça na capa) e tudo fazia crer que a Cotton Mather estava destinada a desaparecer na obscuridade.


E isso quase realmente aconteceu, não fosse um conjunto de circunstâncias fortuitas. Noel Gallagher, guitarrista e compositor da Oasis, escutou "Kontiki" e, num feliz momento de lucidez, percebeu que o som da Cotton Mather era muito superior e muito mais original do que o som da sua banda; era o som que a Oasis vinha tentando desenvolver há muitos anos. Gallagher, então, começou a promover a banda americana na imprensa britânica, e, como consequência, a gravadora inglesa Rainbow Quartz reeditou "Kontiki" no Reino Unido no final de 1998. Foi um sucesso impactante, e a brilhante "My Before And After" finalmente ganhou grande espaço na programação radiofônica. Harrison e Williams rapidamente convenceram Mizer a retornar e, com o acréscimo de um novo baixista, Josh Gravelin, partiram para uma bem-sucedida turnê pelo Reino Unido, seguindo-se a gravação, em 1999, do EP "Hotel Baltimore".


A renovada banda começou a gravar o seu terceiro disco longo, no começo de 2001, com Jones novamente na produção. "The Big Picture" foi lançado pela Rainbow Quartz no final de 2001. Separando-se em 2003, os membros da banda formaram novos grupos. O mais notável deles foi o Future Clouds & Radar, de Harrison, que lançou dois álbuns no fim da década, com boa aceitação. O legado da Cotton Mather mostrou-se forte, e, por isso, em 2012 - graças ao apoio dos fãs, solicitado através de uma campanha da Kickstarter (nota minha: segundo a Wikipedia, trata-se de uma empresa americana, sem fins lucrativos, fundada em 2009, que fornece, no seu site, ferramentas para a arrecadação de fundos destinados ao desenvolvimento de projetos criativos através de financiamento público) -, Harrison relançou "Kontiki" em versão de luxo, em dois CDs, pela sua própria gravadora, Star Apple Kingdom (Stewart Mason, site AllMusic; tradução livre do inglês).

Songs: Ohia - Didn't It Rain

Cover
Banda: Songs: Ohia
Disco: Didn't It Rain
Ano: 2002
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock
Faixas:
1. Didn't It Rain (7:51)
2. Steve Albini's Blues (5:51)
3. Ring The Bell (6:11)
4. Cross The Road, Molina (6:00)
5. Blue Factory Flame (8:29)
6. Two Blue Lights (2:14)

7. Blue Chicago Moon (6:49)
Músicas de autoria de Jason Molina.
Créditos:
Jason Molina: Vocals, Guitar
Greg Castano, Jennie Benford, Jim Krewson, John Popovics, Matthew Derby, Matthew Schwed, Mike Brenner: Unknown Contribution
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Biografia:

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A biografia da banda já foi postada aqui, juntamente com o disco "Songs: Ohia", de 1997.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

The Puritans - Discografia básica

Banda: The Puritans
Gênero: Alternative Rock

 
Cover
Disco: Marquee Themes
Ano: 1998
Faixas:
1. No Diddley (Puritans) 3:20
2. Possum=S.O.B. (Puritans) 3:05
3. Grate N’ Gutter (Puritans) 4:02

4. Lingus (Puritans) 2:07
5. Cartoon Jazz Piece (B. Keelaghan, Jason Kottman) 2:42
6. Primate Rodeo Breakdown (Puritans) 3:04
7. Skipping Record (Puritans) 2:31
8. Dennis Wilson (V. Sobolewski, Jay Woolley, B. Keelaghan) 2:40
9. Interlude (Puritans) 0:44
10. Walloping Dollop (Puritans) 3:03
11. Song Bee (M. Paton, Chris t.) 3:07
12. Welcome To Persia, Batman (Puritans) 2:06
13. Junk Bonds (Puritans) 2:36
14. Kim Philby Gets Some (Puritans) 2:49
15. Swiftly, Shitkicker (Puritans) 35:54
Créditos:
Mitch Hendrickson: Singin, Sax
Bob Keelaghan: Guitar, Backing Vocals
Steve Nykolyn: Drums
Vladimir Sobolewski: Bass, Backing Vocals
Músicos adicionais:
Michael Paton: Guitars ("Dennis Wilson", "Interlude")
Danielle McCollough: Vocals ("Dennis Wilson")
Chris t.: Vocals ("Dennis Wilson")
Nils Halvorsson: Maracas ("Dennis Wilson")
A última música do disco, que aparece com quase 36 minutos, na verdade dura apenas 2:04. O resto é um som repetitivo. Parece ser troça da banda.
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Cover
Disco: Sing The Hymns Of Shoutin' Abner Pim
Ano: 2000
Faixas:
1. Spy Opener (1:27)
2. Cat Collar Blue (2:55)
3. D-Hey-E (3:12)
4. Suave, Like Turski (3:45)

5. Mi-5 (2:01)
6. Mexican Volpertinger (3:48)
7. In The Blood (3:38)
Não se conseguiu descobrir a autoria das músicas.
Créditos:
Mitch Hendrickson: Vocals, Saxophone
Bob Keelaghan: Guitar, Vocals
Vladimir Sobolewski: Bass
Jonathan Swyers: Drums, Vocals
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Resenhas:
Rareiam as informações sobre a banda na web. As únicas coisas que eu encontrei foram resenhas dos discos, de autoria de Alex Steininger e publicadas no site In Music We Trust, que seguem, traduzidas livremente do inglês.
"Marquee Themes": Misturando rockabilly e swing, com uma base punk forte, The Puritans é um suado quarteto de rock n' roll que não sabe o significado de desistir. Justo quando você pensa que já teve o bastante, a banda aumenta os amplificadores e produz um som mais alto ainda, um número extenuante que vai derrubá-lo antes que você possa pedir socorro. Ponto para o Canadá, porque finalmente o país tem um grupo de rock n' roll digno do gênero.
Pulando e dançando através de quinze faixas (...), The Puritans não encontra nenhum problema em fazer você se mexer. Com os estilos que originam o seu som (rockabilly, punk e swing), e com a sua dança própria, o resultado é simples... solte-se e deixe seu corpo reagir à música da maneira que ele quiser.
A música é rápida, a guitarra pesada de punk incorporando a energia com sucesso, a sensação dançante do rockabilly maneiro misturado com o balanço classudo do swing. A bateria, que é sempre a espinha dorsal da música, nunca pára enquanto as coisas estão quentes e pesadas. E sem esquecer o baixo, que impacta a música do início ao fim, garantindo que tudo se encaixe perfeitamente, enquanto adiciona o toque extra para deixar a "cozinha" muito mais estável. Juntos, nada consegue pará-los.

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Um bom pequeno disco; a música às vezes fica um pouco repetitiva, mas você provavelmente nem perceberá isso, porque a energia está sempre alta. O volume alto e indisciplinado das músicas levará você às alturas da mais pura diversão, o que, eu creio, é o ideal do rock n' roll. Eu vou dar a este disco uma nota B.
"Sing The Hymns Of Shoutin' Abner Pim": A selvagem banda punk rockabilly canadense fornece outra explosão de fúria, caos e provocação no seu segundo disco, "Sing The Hymns Of Shoutin' Abner Pim". Sete canções, vinte minutos e tempo de sobra... faz todo o sentido pra mim, e pra você?
"Spy Opener", "D-Hey-E", "Suave Like Turski" e "Mexican Volpertinger" mostram a banda agitando as coisas com seu eclético mas sempre roqueiro som, para balançar você com misturas de rockabilly, blues e muitos outros estilos que se cruzam no meio do caminho do punk rock.
O álbum é energético, selvagem e, às vezes, desconcertante. É o tipo de viagem que você não pode fazer com os olhos abertos, mas se fechá-los, enquanto a desfruta, é muito mais entusiasmante. Dê-lhe uma chance e aproveite. Eu vou dar um B ao disco.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

The La's - The La's [Deluxe Edition]

Cover
Banda: The La's
Disco: The La's [Deluxe Edition]
Ano: 2007(*)
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock
Faixas:
CD 1: Original Album
1. Son Of A Gun (1:56)
2. I Can't Sleep (2:37)

3. Timeless Melody (3:01)
4. Liberty Ship (2:30)
5. There She Goes (2:42)
6. Doledrum (2:51)
7. Feelin' (1:44)
8. Way Out (2:32)
9. I.O.U. (2:08)
10. Freedom Song (2:23)
11. Failure (2:54)
12. Looking Glass (7:53)
Bonus Material
13. Son Of A Gun [Gary Crowley, GLR Session, Nov '88] (1:54)
14. Doledrum [Gary Crowley, GLR Session, Nov '88] (3:00)
15. I Can't Sleep [Gary Crowley, GLR Session, Nov '88] (2:34)
16. Way Out [Key 103, Jan '89] (2:41)
17. I Am The Key [Key 103, Jan '89] (3:05)
18. That'll Be The Day [BBC 2 "The Late Show", Feb '89] (2:06)
CD 2: Mike Hedges Album Version
1. I.O.U. (2:05)
2. I Can't Sleep (2:43)
3. Knock Me Down (2:55)
4. Way Out (2:47)
5. Doledrum (2:57)
6. There She Goes (2:49)
7. Feelin' (1:47)
8. Timeless Melody (3:06)
9. Son Of A Gun (2:04)

10. Clean Prophet (2:08)
11. Come In, Come Out (2:16)
12. Failure (3:07)
13. Looking Glass (7:27)
Bonus Material
14. Doledrum [John Porter Mix] [Recorded at Matrix] (2:53)
15. Way Out [Andy McDonald Mix] [Recorded at Fall Out Shelter] (2:38)
16. There She Goes [John Leckie Mix] [Recorded at Chipping Norton] (2:44)
17. Man I'm Only Human [John Leckie Mix] [Recorded at Chipping Norton] (5:00)
18. Feelin' [Bob Andrews Mix] [Recorded at Woodray] (1:53)
19. Clean Phrophet [Bob Andrews Mix] [Recorded at Woodray] (2:02)
20. I Can't Sleep [Jeremy Allom Mix] [Recorded at Pink Museum] (2:41)
Músicas de autoria de Lee Mavers, exceto "That'll Be The Day", composta por Jerry Allison, Buddy Holy e Norman Petty.
Créditos:
Lee Mavers: Guitar, Vocals
John Power: Bass, Backing Vocals
Peter "Cammy" Camell: Guitar
Neil Mavers: Drums
Barry Sutton: Guitar (CD 1: faixas 13-18; CD 2: faixas 1-13, 20)
Chris Sharrock: Drums (CD 1: faixas 13-18; CD 2: faixas 1-13, 18-20)
Paul Hemmings: Guitar (CD 2: faixas 14, 15)
John "Timmo" Timson: Drums (CD 2: faixas 14, 15)
Iain Templeton: Drums (CD 2: faixa 16, 17)
John "Boo" Byrne: Guitar (CD 2: faixas 18, 19)
(*) Disco lançado originalmente em 1990.
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Biografia:
A La's surgiu por obra do artista e músico Mike Badger (nascido em 18 de março de 1962), em 1984, na cidade de Liverpool, Merseyside, Inglaterra. Todavia, a saída de Badger, em 1986, deixou a banda constituída pelo compositor Lee Mavers (nascido em 2 de agosto de 1962, em Huyton, Liverpool, Inglaterra; guitarra e vocal), John Power (nascido em 14 de setembro de 1967, em Liverpool, Lancashire, Inglaterra; baixo), Paul Hemmings (guitarra) e John Timson (bateria). As primeiras fitas demos do grupo levaram-no a ser contratado pela Go! Discs em 1987. Depois de "Way Out", um single de estreia bem-recebido, de inspiração sessentista, gravado com mestria e sem muito esforço, a La's demorou um ano para lançar o admiravelmente melódico "There She Goes". Quando o disco também galgou as paradas, a banda, para desilusão geral, trancafiou-se no estúdio durante dois anos para aperfeiçoar as faixas do seu primeiro disco longo.

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E o lineup mudara: o irmão de Lee, Neil (nascido em 8 de julho de 1971, em Huyton, Liverpool, Inglaterra), assumiu as baquetas e o guitarrista Cammy (nome verdadeiro: Peter James Camell, nascido em 30 de junho de 1967, em Huyton, Liverpool, Inglaterra), ex-Marshmellow Overcoats, ingressou na banda. Nesse ínterim, o single "There She Goes" tornou-se campeão de vendas no circuito underground, tendo recebido sucessivos relançamentos no espaço de dois anos (depois surgiu outro single, "Timeless Melody"). No final de 1990, "There She Goes" chegou ao Top 20 do Reino Unido. E no mesmo mês apareceu o disco "The La's", uma coleção estimulante de canções equiparadas em qualidade, e não faltou quem dissesse que o álbum suplantou, em impacto, o festejadíssimo debute da Stone Roses. A desnecessária comparação pode ser atribuída à truculência de Mavers perante a imprensa, ao insultar, verbalmente, a Go! Discs por insistir no lançamento do disco e renegando seu conteúdo: "Esse é o pior LP que eu já escutei". O cotejo com as melhores bandas dos anos 60, notadamente Byrds e Beach Boys, proveio da obssesão da La's por instrumentos genuínos, visando à execução de uma sonoridade primitiva e autêntica.

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Após o lançamento de "Feelin", um EP montado com canções do disco, a banda passou a gravar músicas para um novo álbum, tendo excursionado - América e Japão - durante quase todo o verão de 1991. Pouco se ouviu falar dela nos quatros anos seguintes, o que não foi surpresa para quem já estava familiarizado com o perfeccionismo de Mavers em relação ao trabalho de estúdio. Entretanto, os adiamentos mostraram-se insurportáveis para Power, que saiu para formar a altamente exitosa Cast (Mavers expressou, posteriormente, uma forte aversão pela banda do seu ex-parceiro). De volta ao notoriamente isolado território da La's, rumores continuaram circulando, envolvendo procedimentos desatinados e toxicodependência. Uma colaboração com Edgar Summertyme, da Stairs, mereceu elogios, mas explicações públicas eram sonegadas.

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Mavers participou de uma apresentação acústica em 1995, com Paul Weller, mas saiu-se tão mal que acabou desplugado no meio do show. Em abril, Mavers concedeu entrevista à revista New Musical Express, falando sobre o "segundo" disco da La's. As gravações ocorreram num estúdio pertencente a Rat Scabies, da Damned, localizado na zona oeste de Londres, com Mavers tocando todos os instrumentos. Previsivelmente, o material ali registrado permaneceu incógnito.
No começo de 2005, para grande espanto da maioria dos analistas musicais, Mavers e Powers anunciaram que estavam reformulando a La's, para uma série de apresentações ao vivo durante o verão (The Enclyclopedia Of Popular Music. Compiled and edited by Colin Larkin. New York: Omnibus Press, 2007, p. 822; tradução livre do inglês).